As medicinas placentárias são práticas terapêuticas que utilizam a placenta de maneira integral para promover a saúde e o bem-estar da mãe e do bebê, especialmente no pós-parto. Essas medicinas são baseadas no uso da placenta, que é um órgão temporário e rico em nutrientes, hormônios e substâncias bioativas, que desempenha um papel vital durante a gestação. Na tradição de diversas culturas, a placenta é considerada um órgão sagrado, com poderes curativos e espirituais, e seu uso terapêutico tem sido praticado ao longo dos séculos, especialmente em culturas indígenas e em práticas de parteria ancestral.
Na medicina placentária, há uma crença profunda de que a placenta contém substâncias que são benéficas para a recuperação da mãe após o parto, além de promover o bem-estar do bebê. A placenta é rica em hormônios, como a progesterona, estrogênio, oxitocina e prolactina, que desempenham papéis fundamentais no processo de cura, na regulação emocional e no aumento da produção de leite. Por essa razão, muitas mulheres escolhem utilizar as medicinas placentárias para ajudar no processo de recuperação pós-parto e melhorar a amamentação.
Os benefícios das medicinas placentárias no pós-parto incluem o auxílio na recuperação física e emocional da mãe. A placenta possui propriedades que ajudam a regular os níveis hormonais, promovendo o equilíbrio emocional e ajudando a evitar ou atenuar o “baby blues” (período de instabilidade emocional após o parto) e a depressão pós-parto. Além disso, o uso da placenta pode auxiliar na reposição de nutrientes essenciais, ajudando a mãe a recuperar-se mais rapidamente das perdas durante o parto e no fortalecimento do sistema imunológico.
A placenta também pode ser usada para promover a cicatrização de feridas, como os pontos pós-episiotomia ou cesárea, ajudando a acelerar o processo de recuperação e diminuir o risco de infecções. O uso terapêutico da placenta pode ser feito de várias formas, como cápsulas de placenta desidratada, tinturas, emplastos e pomadas. Cada forma de uso tem um efeito específico, mas todas têm como objetivo restaurar o equilíbrio físico e emocional da mãe.
Além de beneficiar a mãe, as medicinas placentárias também podem ser vantajosas para o bebê. Alguns terapeutas utilizam a placenta para realizar práticas de imersão do bebê em substâncias placentárias, promovendo um início de vida mais tranquilo, com melhores padrões de sono e mais resistência a doenças. A placenta, com sua riqueza de nutrientes e hormônios, pode ser usada para ajudar o bebê a estabelecer um vínculo mais forte com a mãe, além de proporcionar suporte energético durante os primeiros dias de vida.
Em algumas culturas, a placenta também é considerada um meio de preservar a saúde espiritual e emocional da família, sendo tratada com grande respeito e reverência. A medicina placentária, em seu cerne, promove um retorno à naturalidade e ao respeito pelos processos biológicos do corpo feminino, reconhecendo o poder curativo e regenerador da placenta, e permitindo que as mulheres e seus bebês desfrutem de uma recuperação mais suave e integral após o nascimento.
Esses cuidados, que se utilizam da placenta como aliada, são uma forma de respeitar e aproveitar ao máximo as propriedades naturais e curativas desse órgão tão essencial, proporcionando benefícios que vão além da recuperação física, mas também emocionais e espirituais.


